Dia mundial da Voz
Gritar, tossir e pigarrear são alguns dos fatores que podem prejudicar e alterar as cordas vocais. Mas falar muito também. Saiba por que deve (mesmo) ter cuidado com elas

Sente catarro, a garganta áspera, dor ou cansaço vocais quando se exprime?
Estes são alguns sintomas da disfonia e da rouquidão, dois problemas que consistem na emissão de uma voz de má qualidade, provocada pelo fato das cordas vocais não fecharem totalmente ao falar. Contudo, a disfonia é uma alteração comum em diferentes patologias, que vão desde os nódulos ou calosidades nas cordas vocais, até outras mais graves, como o cancro da laringe. Para evitar lesões e usar corretamente a voz, deve evitar falar mais do que quatro horas por dia, fazê-lo com uma postura incorreta ou num tom anómalo ou forçado.

Estes problemas são mais frequentes na mulher do que no homem e tratam-se com reabilitação, cirurgia ou repouso vocal e medicação. «O tabaco, o abuso de álcool, o refluxo ácido do estômago, as poeiras inalantes, ambientes demasiado secos ou com ar condicionado são alguns dos factores que podem prejudicar e alterar as cordas vocais», explicou publicamente o médico José Saraiva, enquanto coordenador da Unidade de Otorrinolaringologia do Hospital Cuf Descobertas.

A lista de problemas não se fica, contudo, por aqui, abrangendo também «o abuso da voz em condições deficientes, gritar, tossir e pigarrear», acrescenta ainda o especialista. «Os sintomas associados aos problemas de voz podem incluir cansaço vocal, ao longo do dia e/ou da semana, dor ao falar ou impressão de corpo estranho na garganta, esforço para falar, rouquidão, afonia ou perda de voz, tosse persistente, dificuldade a engolir ou alterações do timbre da voz», adverte ainda o especialista.

Em caso de dor ou desconforto, consulte imediatamente um especialista. A consulta de voz, disponível em vários hospitais do país, é habitualmente uma consulta multidisciplinar realizada por um otorrinolaringologista e por uma terapeuta da fala, especializados em prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento da patologia vocal. «Face à prevalência dos problemas da voz e da sua implicação em algumas profissões (cantores e professores, por exemplo) impõe-se um diagnóstico e acompanhamento específicos», defendeu também Victor Correia da Silva, enquanto coordenador do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Cuf Porto.

Fonte: http://lifestyle.sapo.pt/
16-04-2015
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